30 de ago de 2011

DESEJOS II

Para começar cualquer processo de transformação se precisa estabelecer uns objetivos, os nossos desejos.


A artista e designer Candy Chang tem baseado muitos dos seus projetos na representação de desejos no espaço público e para o espaço público. Aqui mostramos alguns deles:

I Wish This Was é um projeto que nasceu pela ausência de um serviço integral de lojas de alimentação no bairro onde a artista cresceu em New Orleans. A partir dessa necessidade surgiu a ideia de dar aos vizinhos a oportunidade de expressar o que eles achavam que o bairro precisava.
A artista desenhou uns adesivos de vinyl e deixou eles em cafeterias, bares, livrarias, salões de beleza e outros lugares da cidade para que os cidadaõs os utilizaram como ferramenta de expresão.


Em relação com este projeto desenvolveu Neighborland, um espaço virtual que serve de ferramenta aos cidadãos para influir nas futuras lojas e serviçõs do seu bairro.



Em Before I Die, uma casa abandonada se converteu em suporte duma lousa gigante com a frase "Before I Die" como introdução aos pensamentos e questões que os vizinhos achavam verdaderamente importantes na vida. Assim, um espaço abandonado passou a ser um espaço construtivo onde todos poderam aprender das esperanças e aspirações dos outros.
Alem do espaço fisico, um espaço virtual foi criado para registrar os sonhos de todas as pessoas que estejam interessadas no projeto.



Looking for Love Again foi um projeto no qual se travalhou com a problemática dos predios abandonados, tão comuns na paisagem urbana das cidades actuais.
Convidada pelo Alaska Design Forum, Candy propôs realizar um projeto interativo de arte público no qual, utilizando lousas na rua, se recolheram histórias e ideas para o futuro das pessoas que residiram no Polaris Building, abandonado por mais duma década. Dessa maneira se tentou ajudar a entender melhor a história do predio e conectar emocionalmente com ele.
O edifício também foi coberto com uma faixa gigante na qual se escreveu a mensagem "Looking for love again", para mudar a sua imagem, potencializar o lado emocional da situação do predio e atrair a atenção dos cidadãos.



21 de ago de 2011

Mapa colaborativo sobre espaços vazios na cidade de São Paulo

Lhes apresento uma coleção de espaços vazios da cidade de São Paulo. Podem converter estes espaços em parques, quadras de futebol, hortas urbanas o qualquer outro uso público.



No ano 2007, durante uma oficina sobre intervenção no espaço lixo na faculdade de arquitetura e urbanismo da USP, os alunos participantes criaron este mapa colaborativo onde qualquer pessoa podia adicionar espaços da cidade que estão abandonados.
A ideia era criar esse mapa como uma ferramenta para detectar issos lugares onde ainda é possivel criar espaços de lazer ou de serviço publico.
Na oficina, cada grupo de alunos registrou varios de estes espaços para depois propor projetos de transformação em parques, hortas urbanas, brinquedos o até intercambiadores de transporte.

7 de ago de 2011

DESEJOS I

Queremos mostrar o processo de reflexão e representação de desejos que tem feito o coletivo Contrafilé e a comunidade de Brás de Abreu em São Paulo. Esta foi a primeira etapa do seu projeto de transformação do espaço público "Parque para brincar e  pensar", que foi construido coletivamente no terreno desapropiado pela Eletropaulo para instalação de torres de transmissão de energia.


Depois dum bate papo onde se falou sobre as referências de projetos similares e as necessidades da comunidade, cada um foi convidado a registrar seus desejos para o parque. Os desenhos foram feitos dentro duns cartazes criados pelo Contrafilé e depois foram colados na rua.



3 de ago de 2011

Parque para Brincar e Pensar

Demos uma olhada na periferia da cidade de São Paulo. Uma faixa vazia diagonal atravessa o denso bairro de Diadema de um lado ao outro.



Ver Sampa en un mapa más grande

Issa linha representa o vazio que a Eletropaulo deixou quando derrubou as casas do bairro de Diadema pela construção dum fiação de alta tensão de 5 kilometros de comprimento.
Dez anos depois, as crianças dos vizinhos do bairro são os mais fieis usuários do espaço. Lá, entre entulho, esgoto desencanado, lixo e plantas selvagens é o lugar perfeito para brincar livremente em uma região onde não existem apenas parques publicos.

No començo do ano, o coletivo Contrafilé começou uma conversa com o JAMAC (Jardim Miriam Arte Clube) para desenhar um projeto de intervenção na área de Bras de Abreu com os vizinhos dessa área vazia e já em Março tiveram lugar as primeiras sessões de trabalho.
O processo, coordinado pelos Contrafilé contou desde o principio com a participação dum grupo de vizinhos e com eles começou uma conversa sobre os desejos da comunidade para o seu espaço.
A proposta do Coletivo, além de ser participativa e coletiva, também tinha a vontade de introduzir no programa de uso do parque ideias relaçoadas com a sustentabilidade e a melhora da qualidade ambiental do espaço público.
As ideias e os desenhos dos participantes, foram encolados nums lambe lambe no proprio espaço com a seguinte messagem: 'Se procura vivo o morto...'